Capitulo 13 - Silvana

Em 1969 conheci a Ruth, uma pessoa maravilhosa, alegre, extrovertida e que tem um coração enorme, por quem me apaixonei e depois me casei.
O nosso namoro, no inicio foi bem atípico, pois, como sou uma pessoa tímida, introvertida e de pouca fala, logo no terceiro dia ela me deu um bilhete azul, ou cartão vermelho? Fiquei bastante chateado e frustrado, é claro, mas logo entrou na historia uma amiga comum que fez de tudo para nos reaproximar e terminou conseguindo. A nossa amiga não se conformou com o termino e deve ter mostrado as minhas falhas e também as minhas qualidades que certamente sensibilizaram a Ruth. Como resultado dessa interferência gratificante, no dia 19 de dezembro de 1970, nos casamos.
Perdemos as duas primeiras filhas, a Márcia e a Diana. Deus as levou prematuramente, deixando um vazio e uma tristeza muito grande. Depois de superar essa fase de tristeza e desanimo, a alegria e a felicidade voltaram em nossa vida; pois fomos agraciados com o nascimento da Flavia em 1973 e do Mario Takashi em 1974. Os dois vieram completar a nossa existência.
A Silvana, sobrinha da Ruth, devia estar com três anos quando iniciamos o nosso namoro, uma menina linda, meiga e risonha, uma menina maravilhosa que vivia constantemente na casa da D. Eunice, mãe da Ruth, gostava muito da Ruth. Quando eu chegava para namorar, ela surgia misteriosamente com aquele jeitinho carinhoso, aquele rostinho lindo que nós não resistíamos e chamávamos para o nosso meio onde ela se sentia bem à vontade.
Depois que nos casamos e perdemos as duas primeiras filhas, ela, com sua presença, sua doçura de criança preenchia o vazio e nos dava o animo necessário para continuar a vida. Quando encontrava a Ruth muito triste, ela dizia “tia, não fica triste, eu estou aqui”. Ela realmente nos deu consolo e nos deu animo para superar aqueles dias difíceis de nossa vida. Ela sempre esteve presente em nosso convívio, foi e continua sendo uma verdadeira filha, a nossa primeira filha.
Tornou-se uma moça bonita, hoje é casada e tem uma filha maravilhosa.
